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24.6.12

VEGETAÇÃO 4 - fim das vegetações brasileiras


ARAUCÁRIA



                LOCAL: interior da região sul do Brasil.

                CARACTERÍSTICAS: área de campos com gramíneas e conífera (forma de cone adaptada para a neve) terrestre de solo seco, perenifólia e aciculifoliada.

OBSERVAÇÕES: produz principalmente a pinha e foi muito desmatada por extração madereira e a expanção da pecuária bovina.
                


 

MANGUE



                LOCAL: às margens de baías, enseadas, barras, desembocaduras de rios, lagunas e reentrâncias costeiras, onde haja encontro de águas de rios com a do mar, ou diretamente expostos à linha da costa. É sujeito ao regime das marés, sendo dominado por espécies vegetais típicas, às quais se associam outros componentes vegetais e animais.

                CARACTERÍSTICAS: ecossistema costeiro, de transição entre os ambientes terrestre e marinho, uma zona úmida característica de regiões tropicais e subtropicais. Sua biodiversidade e biomassa (assim como na mata atlântica) aumentam com a diminuição da Latitude (mais próximo do Equador).  

OBSERVAÇÕES: é chamado também de berçário natural pois produzem mais de 90% do alimento que o homem captura do mar entre peixes e crustáceos.
- Entre os animais mais comuns são os caranguejos que apresenta sua maior biomassa, principalmente o chama-maré (assim chamado por sua pinça maior fazer um movimento típico na época de acasalamento em que parece estar chamando alguém, esse período é de maré alta). 




VEGETAÇÃO 3


 CERRADO

                LOCAL: Planalto central com relevo acidentado, inclinado e de muitas chapadas.
                CARACTERÍSTICAS: campo aberto de gramíneas (até 50cm), árvores baixas, de galhos retorcidos, casca grossa e raízes profundas esparsas entre arbustos espinhosos. Parte destas árvores são caducifólias.
                OBSERVAÇÕES: é chamada de “floresta de cabeça para baixo” por suas raízes serem mais profundas do que suas copas.
- é uma vegetação EXCLUSIVAMENTE BRASILEIRA e do mesmo grupo das savanas, pois isso é muitas vezes confundida como tal.
- é adaptada para incêndios que ocorrem principalmente no inverno (estiagem) matando parasitas e favorecendo o nascimento de diversas espécies endêmicas (exclusivas dessa região).



 CAATINGA




                 LOCAL: na depressão sertaneja do nordeste, na sub-região do sertão com clima semi-árido.

                CARACTERÍSTICAS: a floresta branca é também do grupo das savanas e por isso alguns desenhos dessa vegetação pode confundir com o cerrado. Porém sua vegetação rasteira é mais rala e baixa (até 30cm), suas árvores de menor altura, folhas menores e amareladas. Há muitas xerófitas (cactos) sendo os mais comuns o xique-xique e o mandacaru.
                 OBSERVAÇÕES: é outra vegetação exclusivamente brasileira e por isso apresenta diversas espécies endêmicas.
                - tem solo ácido, salobre, pobre em matéria orgânica e de cheiro característico (por isso do nome).
                - atualmente o avanço da pecuária extensiva de corte é a principal responsável por seu desmatamento.





MATA DOS COCAIS


                LOCAL: região do Maranhão, Piauí, Ceará, Pará e norte do Tocantins. É um bioma de transição, e por isso apresenta árvores altas como na Amazônia e clima de baixa umidade como a Caatinga.
                CARACTERÍSTICAS: pouca vegetação rasteira (gramínias baixas), árvores esparsas e muitas palmeiras (por isso o nome). Sendo de transição no nordeste se encontra na sub-região do Meio-Norte.
                OBSERVAÇÕES: a carnaúba é conhecida como “árvore da providência”, pois dela se extrai a cera usada na indústria cosmética e como lubrificante de máquinas, madeira para construções e as folhas são usadas para o artesanato local.
                - outras espécies nativas são o babaçu (usado como biocombustível) e o açaí.











22.6.12

VEGETAÇÃO 2


FLORESTA AMAZÔNICA

                LOCAL: região Equatorial, clima equatorial de chuvas e temperaturas elevadas e constantes. Relevo de depressão amazônica tornando alagadiça, presente na região Norte do Brasil (Amazônia Legal ) e Venezuela, Colômbia, Peru, Bolívia, Equador, Suriname, Guiana e Guiana Francesa.
                CARACTERÍSTICAS: Floresta ombrófila (escura), higrófila (úmida), perene (sempre verde), de alta biomassa e biodiversidade. Altamente arborizada latifoliada (folhas largas), pouca vegetação rasteira e arbustiva. Muita presença de epífetas (bromélias e samambaias) e cipós.

RIO AMAZONAS
                OBSERVAÇÕES: O nome Amazônia deriva de "amazonas", mulheres guerreiras da Mitologia grega. Segundo a lenda, as amazonas pertenciam a uma tribo, comandada por Hipólita, que não aceitava homens: as crianças de sexo masculino eram mortas ao nascer. Quando Francisco de Orellana desceu o rio em busca de ouro, descendo os Andes em 1541, deparou-se com as índias icamiabas. A grandiosa vitória das icamiabas contra os invasores espanhóis foi tamanha que o fato foi narrado ao rei Carlos V de Habsburgo, o qual, inspirado nas guerreiras hititas batizando o rio de Amazonas.
- Corresponde a 61% do território brasileiro;
- Só a Amazônia brasileira é sete vezes maior que a França
- A ilha de Marajó, que fica na embocadura do rio amazonas, é maior a Suíça, a Holanda ou a Bélgica.

COMPLEXO DO PANTANAL MATOGROSSENSE

                LOCAL: Sul de Mato Grosso e no Noroeste de Mato Grosso do Sul, (no Brasil) Norte do Paraguai e Leste da Bolívia (que é chamado de Chaco boliviano). Relevo baixo denominado Bacia Pantaneira.
                CARACTERÍSTICAS: Alta biomassa e biodiversidade dividida em 3 tipos vegetativos principais.
- Floresta arborizada (ombrófila, higrófila e perene) tanto nas várzeas como em regiões altas.
 - Campos pantanosos (alagados)formado principalmente de gramíneas.
- Cerrado (com árvores de porte médio entremeadas de arbustos e plantas rasteiras) nas alturas médias.
BACIA DO PANTANAL
                OBSERVAÇÕES: A origem do Pantanal é resultado da separação do oceano há milhões de anos, assim algumas espécies, principalmente de peixes marinhos,  estão presentes de forma modificada (evolução e mutação) nessa região também chamada de mar interior.
- Apesar de ter um regime de chuvas mediano, a floresta se mantêm pelos constantes alagamentos do rio Paraguai que possui pequeno calado (profundidade) e ao transbordar deposita a matéria orgânica nas margens e várzeas.
- É chamado de COMPLEXO por ter características de bioma marinho, cerrado, Amazônia , Mata Atlântica e Campos.


MATA ATLÂNTICA



            LOCAL: estreita faixa do litoral Leste e parte do interior Paulista.
CARACTERÍSTICAS: Floresta arborizada (ombrófila, higrófila e perene) nas regiões mais altas principalmente de encostas. Por ser principalmente de encostas essa floresta apresenta raros pontos de alagamentos se diferenciando, portanto da Amazônia e Pantanal.





            OBSERVAÇÕES: Apesar de reduzida a poucos fragmentos (descontínuos) a biodiversidade de seu ecossistema é uma dos maiores do planeta devido a sua variação Latitudinal no litoral brasileiro.

- Quanto mais ao Norte, maiores são as árvores, biodiversidade e biomassa.


VEGETAÇÃO 1


                Queridos alunos, para que vocês compreendam os diferentes tipos vegetativos inicialmente é preciso saber do vocabulário técnico utilizado neste caso:

LATIFOLIADA – folhas largas para facilitar a evapotraspiração.
DOSSEL FECHADO
ACICULIFOLIADA – folhas em forma de agulha ou espinho para evitar a perda de água (pinheiros e cactáceas).
HIDRÓFILA (ou HIGRÓFITA) - adaptada à grande umidade possui raízes pequenas, folhas grandes e caules bastante desenvolvidos. Exemplo: Bananeira.
XERÓFILA (ou XERÓFITA) - adaptada ao clima árido com raízes profundas e folhas em forma de espinhos para diminuir a evaporação. Exemplo: Caatinga.
OMBRÓFILA – mata fechada, escura, densa, difícil de caminhar.

DOSSEL – a copa das árvores, quando é aberto permite a entrada de luz, quando fechado é ombrófila.
PERENIFÓLIA (ou PERENE) – vegetação sempre verde, as folhas não caem no período frio.
CADUCIFÓLIA – as folhas caem no período frio, árvores que ficam nuas.
COMPLEXO – biomas complexos apresentam fauna, flora e clima de biomas diferentes convivendo em um mesmo ecossistema. Ex: Complexo do Pantanal Mato-Grossense e Manguezais.
BIOMASSA – quantidade de peso de espécies por área (massa/m2)
BIODIVERSIDADE – quantidade de espécies diferentes por área (variedade/m2)
ARBÓREA – vegetação na forma de árvores
ARBUSTIVA – vegetação na forma de arbustos (até 1,5m)
GRAMÍNEAS – vegetação rasteira, que nasce as folhas diretamente do solo (capim)
EPÍFETAS – vegetação não-parasita que vive em cima das árvores (cipó, bromélia, samambaias, orquídea e trepadeiras)

17.6.12

Aziz Ab´Saber - principais teorias


          Algumas teorias devem ser esclarecidas por estarem presentes em alguns exercícios de vestibulares e por isso têm mais chances de cair este ano...

Teoria dos Refúgios Centrais


          A Teoria dos Refúgios Centrais explica a grande biodiversidade existente em alguns biomas. Ela classifica algumas regiões como Refúgios de espécies, pois estas espécies são atraídas pelas condições favoráveis destes refúgios como berçários apropriados para sua reprodução, tornado essas regiões Centrais em relação as áreas em torno.

          No caso da amazônia a formação de Refúgios Centrais (um deles é Belo Monte) teria acontecido na  era cenozóica (no período quaternário) caracterizada por instabilidades climáticas (seco e frio). De acordo com a teoria, a Floresta Amazônica foi fragmentada formando pequenos  depósitos em áreas de maior pluviosidade (quantidade de chuvas), intercalados por um tipo de vegetação de cerrado (de clima árido). Por ser dividida em pequenos refúgios de diferentes vegetações e clima, houve alta concentração de processos evolutivos gerando espécies diferenciadas e específicas.

Domínios Morfo-climáticos

 
          Trata-se de uma classificação fitogeográfica, ou seja, leva em consideração as principais características da vegetação, relevo e clima formando domínios. Assim, dizemos que no domínio amazônico (por exemplo) as características de vegetação, clima e relevo dominantes são o amazônico, não que não haja nenhum ponto diferenciado, mas é o principal.
          Dessa maneira, podemos reconhecer, no Brasil, a existência de seis grandes paisagens naturais: Domínio Amazônico, Domínio das Caatingas, Domínio dos Cerrados, Domínio dos Mares de Morros, Domínio das Araucárias e Domínio das Pradarias.
           Observe que no mapa são apresentadas áreas de transição entre um domínio e outro, isso porque as características (principalmente) de clima e vegetação não desaparecem repentinamente, mas entranham-se entre as características da vegetação vizinha apresentando elementos típicos de dois ou mais deles (Pantanal, Agreste, Cocais, etc.).


A Professora.

 


16.6.12

 A morte de um gênio...

Queridos alunos, estou colocando aqui esse post para lembrá-los da importância deste grande geógrafo. Devido sua morte ter sido este ano acredito que é muito provável que várias universidades façam referencia a ele através de seus vestibulares...
Assim, alguns desses temas são ainda muito atuais e de grande importância,portanto podem cair este ano nos principais vestibulares... no próximo post falarei de suas pesquisas e atuações polêmicas a respeito da política brasileira que tem mais chances de cair este ano...

Aziz Nacib Ab'Saber (São Luís do Paraitinga, 24 de outubro de 1924 — Cotia, 16 de março de 2012)
- Referência em assuntos relacionados ao meio ambiente e a impactos ambientais decorrentes das atividades humanas, cientista polivalente, laureado com as mais altas honrarias científicas, em arqueologia, geologia e ecologia

Condecorações e Prêmios:

-Grã-Cruz da Ordem Nacional do Mérito Científico - Presidente da República do Brasil - set/1994
- Prêmio Nacional de Ciência e Tecnologia - Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico – 1998
-Prêmio Santista (Meio Ambiente) - Fundação Santista – 1998
- Prêmio Nacional de Ciência e Tecnologia - Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico – 1999
- Prêmio Fundação Conrado Wessel 2005 (Ciência Aplicada ao Meio Ambiente) - Fundação Conrado Wessel – 2005
- Professor honoris causa - Universidade Estadual Paulista - out/2006.
- Membro Honorário da Sociedade de Arqueologia Brasileira
- Prêmio Internacional de Ecologia de 1998
- Prêmio Unesco para Ciência e Meio Ambiente
- professor Emérito da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (USP)
- professor honorário do Instituto de Estudos Avançados da USP
- ex-presidente e atual Presidente de Honra da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC)
- Embora aposentado compulsoriamente no final do século XX, manteve-se em atividade até o fim da vida inclusive tendo entregado na véspera da sua morte os arquivos em DVD de sua obra completa à SBPC com a seguinte dedicatória:
"Tenho o grande prazer de enviar para os amigos e colegas da Universidade o presente DVD que contém um conjunto de trabalhos geográficos e de planejamento elaborados entre 1946-2010. Tratando-se de estudos predominantemente geográficos, eu gostaria que tal DVD seja levado ao conhecimento dos especialistas em geografia física e humana da universidade".

Principais trabalhos de Grande importância:

palestra no ano passado realizada na FFLCH-USP
- Domínios morfoclimáticos e fitogeográficos.
- Sertões do Nordeste.
- Estudos amazônicos.
- Superfícies aplainadas no Brasil.
- Teorias dos refúgios.
- Revisão das pesquisas sobre "desertificação" na Campanha Gaúcha de Sudoeste.
- Por uma Educação Fundamental cruzada com Educação de Base Regional, para o Brasil como um todo.

Alguns artigos de Aziz N’Ab Saber disponíveis via web

Aziz Ab’Sáber: Zoneamento ecológico e econômico da Amazônia, questões de escala e método, Estudos Avançados: httpwww.scielo.brpdfeav3n5v3n5a02.pdf  
Aziz Ab’Sáber: problemas da Amazônia brasileira: Estudos Avançados vol.19 no.53 São Paulo Jan./Apr. 2005, http://dx.doi.org/​10.1590/​S0103-40142005000100002  
Aziz Ab’Sáber, Do Código Florestal para o Código da Biodiversidade, SBPC: http://www.sbpcnet.org.br/​site/​home/​home.php?id=1305

Artigos sobre Aziz N’Ab Saber

A natureza que o mestre Aziz Ab Sáber ensina. Leila Kiyomura http://www.eco21.com.br/​textos/​textos.asp?ID=2455
Para Aziz Ab’Saber, transposição do rio São Francisco é demagógica, Mateus Alves, Correio da Cidadania: http://www.controversia.com.br/​blog/​?p=1309
Palavra de mestre, revelações de Aziz Ab’Sáber, o maior geógrafo brasileiro, Cecília Prada: http://www.sescsp.org.br/ ​sesc/​revistas_sesc/​pb/​ artigo.cfm?Edicao_Id=234&Artigo_ID=3671&IDCategoria=4017&reftype=1
Aziz Ab’Saber: Os meridianos da independência, Alessandro Greco para O Estado de S. Paulo: http://www.jornaldaciencia.org.br/​Detalhe.jsp?id=24184
Resenha da obra: O que é ser geógrafo. Alysson Bueno Francisco, Geografia - v. 17, n°2, jul./dez. 2008 – Universidade Estadual de Londrina, Departamento de Geociências
A transposição de águas do São Francisco: análise crítica, Revista USP n.70 São Paulo ago. 2006, http://www.revistasusp.sibi.usp.br/​scielo.php?pid=S0103-99892006000300002&script=sci_arttext
Wagner Costa Ribeiro, "Aziz Ab´Sáber: trajetória acadêmica e luta política", Espaço@Ação = Space@Action, (http://www.periodicos.rc.biblioteca.unesp.br/​index.php/​espacoacao/​article/​view/​306)
Desafios Socioambientais para o Século 21, Homenagem a Aziz Ab’Sáber, IEA-USP,  20 de outubro de 2009, http://www.iea.usp.br/​online/​midiateca/​ambiente/​index.html#homenagemazizabsaber

Necrologias e depoimentos

Geógrafo Aziz Ab’Sáber morre aos 87 anos,Folha de S. Paulo 17/3/2012: http://www1.folha.uol.com.br/​fsp/​ciencia/​31677-geografo-aziz-absaber-morre-aos-87-anos.shtml
Ele conseguia combinar ciência com política e uma aguda crítica social, Wagner Costa Ribeiro, Folha de S. Paulo 17/3/2012: http://www1.folha.uol.com.br/​fsp/​ciencia/​31680-ele-conseguia-combinar-ciencia-com-politica-e-uma-aguda-critica-social.shtml
O pai da Geografia brasileira, Iovana Girardi, Herton Escobar - O Estado de S.Paulo, 17/3/2012: http://www.estadao.com.br/​noticias/​impresso,o-pai-da-geografia-brasileira,849654,0.htm
Pesquisador alertou para a ação do homem sobre o ambiente, José Goldemberg, O Estado de S.Paulo, 17/3/2012: http://www.estadao.com.br/​noticias/​impresso,pesquisador-alertou-para-a-acao-do-homem-sobre-o-ambiente-,849646,0.htm


Fontes:


7.6.12

Agricultura na Ásia



            O terraceamento é uma técnica agrícola e de geografia própria por ser uma excelente forma de conservação do solo em regiões íngrimes onde o intemperismo físico (pluvial) é muito intenso. Baseia-se no parcelamento de rampas niveladas, requerendo muita mão de obra, elevados conhecimentos técnicos e aceitam pouca mecanização. Quando bem planejado e bem construído, reduz as perdas de solo e água pela erosão e previne a formação de sulcos e grotas. São comuns em regiões do sul e sudeste da Ásia, na China e no Japão, e utilizados principalmente na produção de arroz.
          Esta técnica de cultivo em socalcos também é utilizada na região portuguesa do Douro para o cultivo da vinha, de onde é produzido o famoso vinho do Porto.

          Como todos meus alunos sabem... sempre digo: o que o mundo não consegue fazer, o Japão consegue. O que o mundo faz, o Japão faz melhor... por isso quero que veja as imagens abaixo que são específica do país...



          ... não só é feito o sistema de terraceamento mas como são selecionadas as sementes e tipos de folhas para formas estes incríveis desenhos em plantações de arroz...











26.3.09

50 anos de irresponsabilidade ambiental, social, política...

Empresas atuantes nas jazidas minerais da região

Várias empresas atuaram e atuam na Amazônia, porém duas merecem grande destaque: a gigante Icomi e a norueguesa Elkem que recentemente vendeu sua área de mineração a uma empresa brasileira.

Durante 50 anos de atividade no Amapá, a Icomi causou uma das maiores agressões ao meio ambiente já registradas no Brasil.(Casara2003)
Atuou em duas frentes, uma na Serra do Navio e outra no porto da Vila do Eslebão, na área industrial do município de Santana, onde beneficiou manganês em uma usina de pelotização.

Durante sua historia, a empresa se destacou por atos inconseqüentes e de grandes danos a sociedade e a natureza.

Além de grande depósito de rejeitos que é mantido a céu aberto a anos, e que já contaminou o solo e a água da região, outra grande feito merece destaque: a Icomi doou material contaminado para a prefeitura de Santana para que fosse usado na composição de concreto asfáltico

De acordo com estudos realizados pela UFPA (Universidade Federal do Pará), 98 pessoas de 100 analisadas, apresentaram contaminação por arsênico em taxas muito superiores ao máximo aceitável pela OMS. A Icomi não reconhece esse estudo e alega que a população tem apenas verminoses e outras doenças menos graves.

A empresa recebeu um total de R$ 52 milhões em multas, devido aos danos ao meio ambiente e a tentativa de estocar material clandestinamente, porém a empresa entrou com um pedido de anulação e diminuição de valores e o processo está em tramite judicial até hoje.

Já a Elkem, apenas em três anos de existência, causou danos gigantescos ao meio ambiente e não respeitou o direito dos trabalhadores. Atuando na exploração de cromo, no Amapá, erros de engenharia causaram desmoronamentos e contaminaram rios, dessa forma a geografia foi toda modificada em virtude da obrigatoriedade da recuperação do local pela Elkem. Além disso, a empresa é acusada de desrespeitar o direito dos trabalhadores, pois para se abster de problemas trabalhistas terceirizou todo o trabalho de extração dos minerais. As empresas contratadas foram processadas pelo Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Extrativistas dos Estados do Amapá e Pará por não reconhecerem sua legitimidade junto aos trabalhadores. A Elkem alega não ter nada a ver com esse impasse.

Atualmente o Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama) está implementando a política nacional de mercúrio para o Amazonas. O objetivo é barrar o uso irregular da substância em grandes áreas fabris, como é o caso do Pólo Industrial de Manaus.

As empresas Nokia, Sony-Ericsson, Samsung, Panasonic, LG e Sony, com ramificações no Distrito Industrial, foram classificadas como poluentes do meio ambiente onde atuam.

O uso de mercúrio em escala industrial dá-se, sobretudo, por conta da incidência da substância enquanto composto inserido em pilhas e baterias de aparelhos celular

A contaminação




Metais pesados são metais quimicamente reativos e bio-acumulativosfazendo com que o organismo não seja capaz de eliminá-los.

Os seres vivos necessitam de pequenas quantidades de alguns desses metais, incluindo cobalto, cobre, manganês, molibdênio, vanádio, estrôncio, e zinco, para a realização de funções vitais no organismo. Porém níveis excessivos desses elementos podem ser extremamente tóxicos. Outros metais pesados como o mercúrio, chumbo e cádmio não possuem nenhuma função dentro dos organismos e a sua acumulação pode provocar graves doenças, sobretudo nos mamíferos.






Tabela indicativa dos níveis aceitáveis de concentrção de metais pesados no organismo humano.



Quando lançados como resíduos industriais, na água, no solo ou no ar, esses elementos podem ser absorvidos pelos vegetais e animais das proximidades, provocando graves intoxicações ao longo da cadeia alimentar. É o caso que acontece principalmente em regioes mineradoras ou que trabalhem com essas substâncias. No caso do Amapá, sua economia cresceu baseada na extraçao de Manganês e com isso ocorreram graves consequencias na saúde da populaçao local, afetada diretamente com a contaminaçao do metal nas águas e solos, além do próprio manuseio com o produto que é constantemente inalado.

O manganês é um metal cinza semelhante ao ferro, porém mais duro e quebradiço. Os óxidos, carbonatos e silicatos de manganês são os mais abundantes na natureza e caracterizam-se por serem insolúveis na água sendo o composto ciclopentadienila-tricarbonila mais facilmente encontrado. É Importante para o funcionamento normal do cérebro, evita anormalidades ósseas e a artrite. Essencial para a manutenção da saúde e da longevidade, protege os dentes, impede a impotência sexual, evita a anemia e previne o câncer. Melhores fontes naturais: fígado, cereais, legumes, verduras, leite e feijão. Porém, se consumido em excesso pode provocar graves danos a saúde.

Entre as principais aplicações industriais do manganês, destacam-se a fabricação de fósforos de segurança, pilhas secas, ligas não-ferrosas (com cobre e níquel), esmalte porcelanizado, fertilizantes, fungicidas, rações, eletrodos para solda, magnetos, catalisadores, vidros, tintas, cerâmicas, materiais elétricos e produtos farmacêuticos (cloreto, óxido e sulfato de manganês).
A contaminaçao normalmente ocorre pela exposição através dos fumos e poeiras de manganês.O trato respiratório é a principal via de introdução e absorção desse metal nas exposições ocupacionais. No sangue, esse metal encontra-se nos eritrócitos, 20-25 vezes maior que no plasma.

Os sintomas dos danos provocados pelo manganês no SNC podem ser divididos em três estágios:

± 1º: subclínico (astenia, distúrbios do sono, dores musculares, excitabilidade mental e movimentos desajeitados);
± 2º: início da fase clínica (transtorno da marcha, dificuldade na fala, reflexos exagerados e tremor);
± 3º: clínico (psicose maníaco-depressiva e a clássica síndrome que lembra o Parkinsonismo). Além dos efeitos neurotóxicos, há maior incidência de bronquite aguda, asma brônquica e pneumonia.

Um dos casos é da comunidade do município de Santana, que possui cerca de 80 mil pessoas, sendo dois mil moradores da Vila do Elesbão sofre diretamente com os efeitos da contaminação. Segundo o estudo realizado pela UFPA, 98% das pessoas analisadas apresentavam contaminação por arsênio em taxas bem superiores ao máximo aceitável pela Organização Mundial de Saúde.
Imagem 4: Localização das reservas de Manganês no Estado do Amapá e sua hidrografia.

“Estamos morrendo por causa do manganês”,afirma Maria Silva dos Santos, 69 anos, líder comunitária no Elesbão. “Colheram nosso cabelo, fizeram exame de sangue, de pele. Tiraram radiografias. Várias crianças nasceram sem cérebro. Nossa pele apresenta problemas. Estamos sempre cansados e muita gente tem problema de coração”.

O pior de tudo é que não só a Icomi não reconhece o exame realizado pela Universidade Federal do Pará e mas ainda diz que pessoas como dona Maria não têm nada além de verminoses e outras doenças menos graves (demonstrando a falta de interesse real na situação...). Para isso, a empresa usa como contraprova um teste realizado em fevereiro de 2002 pelo Instituto Evandro Chagas. Apesar de constatar a presença de arsênio em níveis acima dos toleráveis, o estudo – que ainda não foi oficialmente publicado, apesar da insistência das autoridades e da comunidade local – teria constatado que não há relação do arsênio com as doenças apresentadas pela população.

Enfim...

O descaso com a população e com o meio ambiente não são fatos raros na Amazônia. Legislação fraca, falta de fiscalização e corrupção são fatores fundamentais para que grandes empresas continuem contaminando o solo, a água e a população amazonida.
Durante o trabalho ficou evidente que as empresas agiam livremente na região.
Atualmente a fiscalização está mais rigorosa e multas estão sendo aplicadas, porém ainda é possível burlar a legislação e recorrer dessas penalidades que, devido a lentidão da justiça brasileira devem se arrastas por anos.

Quem perde é a população local que, está adoecendo vitima do manejo irresponsável pelas empresas dos metais pesados. Fica evidente que essa população está a mercê dessas grandes empresas, que visando o lucro a qualquer preço não se preocupam com aspectos sociais e ambientais.



A Professora.